presentes

dar presentes é uma atividade interessante. é divertido pensar no que vai agradar e depois é bom ver a pessoa feliz com presente (ou ruim, se você não acertou o gosto dela).

presentes na minha vida

minha mãe e minha vó materna sempre tiveram o costume de me dar presentes fora de época. eram coisas simples, frequentemente era só um docinho. era um agrado e uma forma de demonstrar que elas se lembraram de mim.

hoje em dia eu não recebo muitos presentes. eu acho que até prefiro; assim como elogios, eu não sei receber presentes tão bem.

utilidade do presente

eu acho meio besta a ideia de dar uma “lembrancinha”, presentes precisam ter alguma utilidade (nem que seja ser bonito para ficar na prateleira). um presente que não serve nem para ser exposto é um presente que não tem razão de ser.

de certa forma, eu não considero presentes protocolares como presentes. e também não me importo de dar ou receber esse tipo de presente, tipo amigo secreto ou presente de casamento de gente que não sou próximo.

para quem eu dou presentes?

eu sou uma pessoa simples: eu dou presentes para amigos próximos e família próxima. para algumas pessoas eu espero aniversário ou alguma data importante, para outras eu não espero, baseado em vozes da minha cabeça e em quanta intimidade eu tenho com o outro.

se eu não consigo pensar no que seria um bom presente para alguém, eu não me forço a dar um presente.

é mais raro, mas já dei presentes para pretendentes. normalmente já eram amigas.

como eu escolho presentes?

trindade do nice, made and thoughtful

eu vi essa ideia num video do van neistat; achei bem interessante e aderi.

se um presente cumprir pelo menos dois dos requisitos da trindade, provavelmente é um bom presente:

(relativamente) caro

uma das formas de um presente ser nice é ele ser caro. e caro nesse caso é relativo, e.g. um chocolate de R$25 é um chocolate caro, mas não é um valor tão alto.

primeiro escolho, depois vejo se dá para pagar

seguindo no tópico de preço do presente, eu sigo essa regra de ver primeiro presente ideal e depois vejo se tá no meu orçamento. se não tiver, eu tento não procurar a versão mais barata do que eu vi, eu começo a busca de novo sem me ancorar no que eu não pude pagar (ou pelo menos eu tento).

anoto

perguntar o que alguém quer ganhar acaba com parte da graça, tanto de escolher quanto da surpresa de receber o presente. as pessoas às vezes falam o que estão querendo ganhar, eu tento anotar (preferencialmente sem a pessoa saber). se a pessoa não falar, eu preciso imaginar o que vai agradar o outro.

considero o gosto do outro

tento imaginar o que o outro vai gostar ou querer. às vezes é legal pensar no que a pessoa “precisa” e não sabe, e.g. alguma ferramenta que ela não tem costume de usar ou um sabor que ainda não conhece.

não faço estoque de presentes genéricos

auto explicativo. vai pular a parte de escolher o presente para a outra pessoa e tem uma chance grande não ser nice. se eu fosse personalizar algum negócio descolado, ainda poderia ser, mas não.

acho que isso resume boa parte de como eu vejo o ato de presentear.

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